
O que você está sentindo¶
Paroníquia significa infecção ou inflamação na dobra de pele ao lado da unha. Ela pode surgir rapidamente ou se desenvolver aos poucos, e as duas formas causam sensações diferentes.
A forma rápida geralmente começa depois de uma cutícula solta (espigão), de uma mordida na unha ou de um pequeno ferimento na pele ao lado da unha. Em um ou dois dias, a dobra fica sensível, inchada e vermelha, e pode se acumular pus sob essa dobra. A dor é aguda e latejante, e fica bem na borda da unha, e não mais acima no dedo. Tarefas do dia a dia que pressionam a ponta do dedo se tornam difíceis: pegar moedas, digitar, abotoar botões ou segurar uma chaleira.
A forma lenta se desenvolve ao longo de seis semanas ou mais. O inchaço e a vermelhidão são mais leves, mas a dobra continua dolorida e inchada. A dobra de pele pode se soltar da unha, e a própria unha pode apresentar sulcos, ranhuras ou alterações de cor. A condição tende a piorar depois que as mãos ficam molhadas por algum tempo; por isso, lavar louça, tomar banho ou um dia de trabalho em ambiente úmido podem desencadeá-la. Trabalhos repetidos com as mãos molhadas, lavar as mãos com frequência ou danos à cutícula causados pela manicure podem mantê-la ativa. Se não for tratada, crises dolorosas continuam voltando.
Se a vermelhidão, o inchaço e a dor se espalharem pelo dedo acima, ou se você tiver febre, vá ao pronto-socorro no mesmo dia. Você não precisa de encaminhamento.
O que está realmente acontecendo¶
A unha fica encaixada em uma bolsa de pele bem justa. A dobra de pele que contorna a unha na base e nas laterais funciona como uma borracha de vedação, mantendo a unha presa ao dedo e impedindo que água, sujeira e germes cheguem às camadas de baixo. A paroníquia é o que acontece quando essa vedação se rompe.
Na forma rápida, bactérias entram por uma cutícula solta, uma mordida ou um pequeno corte ao lado da unha. O corpo envia líquido e células que combatem a infecção, e o pus se acumula nessa bolsa fechada. Como a bolsa não consegue se esticar muito, é a pressão que causa aquela dor aguda e latejante bem na borda da unha.
A forma lenta é diferente. Ela não é principalmente uma infecção. Começa quando a cutícula, a pequena vedação na base da unha, é danificada pelo trabalho com as mãos molhadas, por lavar as mãos com frequência, pela manicure ou por uma substância irritante. Quando essa vedação desaparece, a água e as substâncias irritantes penetram na dobra, e a dobra fica inflamada. Uma dobra inchada não consegue voltar a se assentar sobre a unha; por isso, continua levantada e retém umidade, e germes se instalam nesse espaço úmido. A levedura frequentemente encontrada ali é mais um “passageiro” do que uma causa. A irritação contínua também perturba a camada sob a cutícula que produz a unha, e é por isso que aparecem sulcos e ranhuras. Cada crise impede que a vedação se recupere, e assim o problema se mantém sozinho.
Se o pus não for tratado, ele pode avançar por baixo da unha ou para o outro lado do dedo.
O que podemos fazer a respeito¶
O Dr. Kieran Hirpara, cirurgião de membros superiores no Mater Private Hospital Rockhampton, começa com as opções menos invasivas adequadas ao seu caso. Em geral, os pacientes são encaminhados à nossa clínica pelo seu médico de família; caso um fisioterapeuta tenha sugerido que você nos procure, ainda assim será necessário um encaminhamento do seu médico de família para ter direito ao reembolso do Medicare. Avaliamos a sua mão, examinamos a dobra ungueal e solicitamos exames de imagem apenas se forem necessários.
Na forma lenta, os cuidados em casa vêm em primeiro lugar. Proteger as dobras ungueais é mais importante do que qualquer creme: mantenha as mãos secas, use luvas para trabalhos com as mãos molhadas e pare de mexer na cutícula ou de cortá-la. Podemos prescrever um creme ou pomada de corticoide para você passar na dobra, o que acalma a inflamação. Nessa forma, os cremes aplicados na dobra funcionam melhor do que os comprimidos. Dê várias semanas ao tratamento e mantenha a rotina de mãos secas e protegidas mesmo depois que a pele melhorar, porque a vedação precisa de tempo para se recuperar.
Na forma rápida com pus, podemos prescrever antibióticos em comprimidos, às vezes junto com compressas mornas de água com sal em casa. O calor pode ajudar um pequeno acúmulo de pus a drenar sozinho. Se o pus já tiver se acumulado sob a dobra, geralmente ele precisa ser drenado, em vez de ser tratado apenas com antibióticos. O tratamento precoce pode resolver o problema em poucos dias sem remover nenhuma parte da unha.
Se a forma lenta não tiver melhorado depois de um período adequado com essas medidas, a cirurgia é considerada. A operação remove um trecho em forma de crescente da dobra de pele espessada e inflamada na base da unha, o que permite que a dobra cicatrize voltando a se assentar sobre a unha e a vedá-la novamente. Se a própria unha tiver ficado com sulcos ou irregular, remover a placa ungueal no mesmo procedimento melhora o resultado. Conversaremos sobre se a cirurgia é adequada para o seu dedo e decidiremos juntos.
O que esperar¶
A forma rápida geralmente melhora bem quando é tratada cedo. Muitas pessoas são curadas sem que seja necessário remover a unha. Depois que o pus é drenado e a dobra de pele consegue cicatrizar, a dor diminui e o dedo volta ao normal ao longo de dias a semanas.
A forma lenta demora mais. É uma condição que vai e volta, piorando depois do trabalho com as mãos molhadas e melhorando quando a dobra está protegida. Com cuidados constantes, em que manter as mãos secas e a cutícula intacta é mais importante do que qualquer creme, o espaço entre a dobra de pele e a unha se fecha em 6 a 8 semanas e a vedação se recupera sozinha. Algumas pessoas precisam de vários meses dessa rotina até que a dobra melhore de vez. Se não for tratada, crises dolorosas continuam voltando, e a unha pode ficar mais grossa e desenvolver sulcos ou ranhuras permanentes.
A cirurgia para a forma lenta remove a dobra espessada para que ela possa cicatrizar voltando a se assentar sobre a unha. Dedos cuja unha continuou lisa geralmente cicatrizam apenas com a cirurgia da dobra. Quando a unha já está com sulcos ou irregular, remover a placa ungueal no mesmo procedimento aumenta a chance de o problema não voltar. Geralmente, os antibióticos não são necessários após a cirurgia para essa condição em pessoas sem outros problemas de saúde.
Algumas coisas valem a pena saber ao longo do caminho. As infecções da mão podem levar a complicações difíceis de controlar; por isso, vale a pena não ignorar um dedo que não está melhorando. Se os seus sintomas não estiverem melhorando, estiverem piorando ao longo de semanas, acordarem você à noite ou impedirem você de trabalhar ou de usar a mão, procure o seu médico de família ou peça uma avaliação com um especialista.
Quando procurar ajuda médica¶
A maioria das infecções da dobra ungueal melhora com cuidados precoces, mas alguns sinais indicam que você não deve esperar. Vá a um pronto-socorro no mesmo dia se o seu dedo ficar quente, vermelho, inchado e dolorido, especialmente com febre, ou se o pus estiver se espalhando pelo dedo acima. Você não precisa de encaminhamento. As infecções da mão podem levar a complicações difíceis de controlar depois que se instalam; por isso, o atendimento no mesmo dia é importante.
Consulte o seu médico de família se a dor e o inchaço durarem seis semanas ou mais, ou se a dobra continuar piorando depois do trabalho com as mãos molhadas, mesmo mantendo-a seca e protegida. Solicite uma avaliação por um especialista se a dobra de pele continuar levantada e inchada, se a unha desenvolver sulcos ou ranhuras, ou se um problema na unha não responder aos cremes. Uma dobra ungueal que não melhora após o tratamento adequado precisa de uma avaliação mais detalhada, porque outras causas às vezes são confundidas com essa condição.
Em maior profundidade¶
Advanced reading: the deeper science (optional)
Esta seção vai além do que você precisa saber para tomar decisões sobre o próprio tratamento. A paroníquia merece essa leitura adicional, pois um único termo abrange duas condições que se comportam de maneira diferente, respondem a tratamentos opostos e são frequentemente confundidas. Além disso, a abordagem cirúrgica para a forma crônica é mais antiga, mais simples e conta com mais evidências científicas do que a maioria das pessoas imagina.
Duas condições, um mesmo nome¶
A paroníquia aguda é uma infecção bacteriana da dobra ungueal, geralmente causada por Staphylococcus aureus, que se desenvolve em 24 a 48 horas após a ruptura da barreira entre a unha e a pele [1]. A área afetada fica vermelha, quente, tensa e extremamente dolorosa, além de formar pus.
A paroníquia crônica, definida convencionalmente como aquela que persiste por mais de seis semanas, na verdade não é uma infecção propriamente dita. Trata-se de uma dermatite inflamatória da dobra ungueal provocada pela exposição repetida à umidade e a substâncias irritantes; a perda da integridade da barreira cutânea permite a entrada de novos irritantes, criando um ciclo que se autoalimenta [2]. Candida é frequentemente isolada dessas dobras, razão pela qual essa condição foi por muito tempo considerada uma infecção fúngica; contudo, hoje entende-se que sua presença representa uma colonização de uma dobra já danificada, e não a causa da doença.
O estudo que redefiniu a forma crônica da doença¶
A evidência que comprova isso é um estudo randomizado, duplo-cego e com duplo placebo, no qual se comparou um corticoide tópico (aceponato de metilprednisolona) com dois antifúngicos sistêmicos. Dos 48 pregos tratados com o corticoide tópico, 41 apresentaram melhora ou cura, em comparação com 30 de 57 tratados com terbinafina e 29 de 64 tratados com itraconazol; esse resultado representa uma vantagem estatisticamente significativa para o corticoide [3].
Esse mesmo estudo traz a observação ainda mais decisiva: a presença de Candida não está estritamente ligada à atividade da doença, e a erradicação de Candida esteve associada à cura clínica em apenas 2 dos 18 pacientes que apresentavam essa presença na avaliação inicial [3].
Isso é difícil de conciliar com uma etiologia fúngica, mas fácil de conciliar com uma etiologia inflamatória: o fungo atua apenas como um “passageiro” em uma dobra cutânea já danificada, não como o agente causador da doença. Isso redefine a condição como um problema de barreira cutânea: a cutícula funciona como um selo protetor; o contato constante com água e substâncias irritantes a danifica; a dobra cutânea incha, e essa área inchada não consegue mais se selar, permitindo a colonização por microrganismos. Tratar esses microrganismos, porém, não corrige o mecanismo subjacente da doença.
A consequência prática disso é algo nada glamouroso – e justamente o que os pacientes mais negligenciam: a intervenção mais eficaz é manter as mãos secas e longe de substâncias irritantes. Nesse aspecto, o uso de luvas é muito mais eficaz do que qualquer medicamento prescrito.
Paroníquia aguda: drenagem e até que ponto é necessário interferir¶
Uma vez formado o pus, os antibióticos sozinhos não são suficientes para resolver o problema; é preciso drenar o acúmulo de pus [1].
O método tradicional consiste em afastar a dobra ungueal da placa ungueal para descomprimir o abscesso, removendo também parte da unha onde o pus se acumulou.
Uma alternativa que preserva a unha é a técnica do “rolo suíço”, na qual a dobra ungueal é elevada e enrolada ao redor de uma sutura, em vez de ser incisa ou excisada; permanece assim por alguns dias e depois é desenrolada [4]. O benefício dessa técnica é que ela drena o acúmulo de pus que se espalhou pela dobra ungueal sem danificar a placa ungueal nem a própria dobra, o que é importante, pois a alternativa seria uma incisão mais ampla.
Em ambos os métodos, o princípio geral é que a incisão deve descomprimir a dobra ungueal, sem atingir a polpa do dedo; afinal, a polpa constitui um compartimento separado, e sua abertura transformaria uma paroníquia simples em uma ferida mais complexa de tratar.
Marsupialização da epóniquia¶
No caso de paroníquia crônica que não cede ao tratamento, a cirurgia utilizada foi descrita em 1976 e permanece praticamente inalterada desde então.
O procedimento de Keyser e Eaton consiste na remoção de um trecho em forma de crescente da dobra ungueal proximal espessada, retirando o tecido inflamado sem atingir a matriz germinativa; o defeito resultante é deixado aberto para cicatrizar por contração, o que faz com que a dobra volte a cobrir a lâmina ungueal e restaure a barreira que a doença havia destruído [5].
A anatomia é o fator determinante para a importância dessa margem. Abaixo da cutícula existe um recesso de 2 a 3 milímetros contendo a matriz germinativa, responsável pela produção da lâmina ungueal; a camada subcutânea sobre essa região regula a superfície da unha. Qualquer alteração nessa camada — seja por infecção, pressão ou trauma — afeta a produção ungueal de forma proporcional: episódios breves geram sulcos transversais, enquanto doenças crônicas provocam os sulcos longitudinais e o espessamento característicos da paroníquia crônica [5].
Portanto, preservar a matriz germinativa evita deformidades ungueais permanentes; deixar a ferida aberta permite a contração necessária para reestabelecer a barreira cutânea. Fechar a ferida anularia esse efeito terapêutico.
O refinamento que eliminou as recorrências¶
O dado de resultado mais útil é uma pequena série de casos com uma comparação interna clara. Conforme relatado, dedos com irregularidades ungueais tratados apenas com marsupialização apresentaram recorrência em uma minoria dos casos; já um grupo subsequente de dedos com irregularidades ungueais tratados com marsupialização acompanhada da remoção da placa ungueal não apresentou recorrências; dedos sem irregularidades ungueais cicatrizaram com a marsupialização isolada [6].
Essa série é pequena e sequencial, não randomizada; portanto, trata-se de um indício, não de uma prova. O texto completo não esteve disponível para nós; assim, os valores acima foram extraídos da literatura secundária, não do artigo original. Contudo, isso gera uma regra cirúrgica concreta: uma unha irregular ou com sulcos indica que a doença já atingiu a matriz ungueal; nesses dedos, a placa ungueal também deve ser removida. Já uma unha de aparência normal pode ser deixada intacta.
Para uma condição tão comum, esse é um achado excepcionalmente útil na prática clínica; por isso, o estado da placa ungueal — e não apenas da dobra cutânea — merece ser avaliado antes de decidir-se pela cirurgia.
Referências¶
[1] Ritting AW, O'Malley MP, Rodner CM. Paroníquia aguda. J Hand Surg Am. 2012;37(5):1068-70. https://doi.org/10.1016/j.jhsa.2011.11.021
[2] Shafritz AB, Coppage JM. Paroníquia aguda e crônica da mão. J Am Acad Orthop Surg. 2014;22(3):165-74. https://doi.org/10.5435/JAAOS-22-03-165
[3] Tosti A, Piraccini BM, Ghetti E, Colombo MD. Corticosteroides tópicos versus antifúngicos sistêmicos no tratamento da paroníquia crônica: estudo aberto, randomizado, duplo-cego e duplo placebo. J Am Acad Dermatol. 2002;47(1):73-6. https://doi.org/10.1067/mjd.2002.122191
[4] Pabari A, Iyer S, Khoo CTK. Técnica do “rolo suíço” para tratamento da paroníquia. Tech Hand Up Extrem Surg. 2011;15(2):75-7. https://doi.org/10.1097/BTH.0b013e3181ec089e
[5] Keyser JJ, Eaton RG. Cura cirúrgica da paroníquia crônica por marsupialização da epôniquia. Plast Reconstr Surg. 1976;58(1):66-70. https://doi.org/10.1097/00006534-197607000-00011
[6] Bednar MS, Lane LB. Marsupialização da epôniquia e remoção da unha como tratamento cirúrgico da paroníquia crônica. J Hand Surg Am. 1991;16(2):314-7. https://doi.org/10.1016/S0363-5023(10)80118-2
Evidence & references
This is the clinical evidence summary written for health professionals. It is technical, and it lists the research this page was built from. You do not need to read it to understand your treatment or to make a decision about it.
Overview¶
- In chronic paronychia, C. albicans involvement was found in the outer epidermis with mycelium, but without involvement of the dermis [1].
- Candida albicans was recovered in approximately 15% of paronychia cases [3].
- Untreated paronychial infection can cross the eponychium to the contralateral paronychial fold, course anteriorly into the pulp tissue, and decompress into the periosteum and distal tuft, causing osteomyelitis and necrosis [5].
Anatomy & Pathophysiology¶
Microbiology & Histopathology¶
- In chronic paronychia, C. albicans involvement is present in the outer epidermis with mycelium, but there is no involvement of the dermis [1].
Surgical Anatomy & Pathology¶
- In recalcitrant cases of chronic paronychia, surgical treatment may include en bloc excision of the proximal nail fold or eponychial marsupialization, with or without nail plate removal [2].
Clinical Presentation¶
- Candida albicans was recovered in about 15% of paronychia cases [3].
- In a patient with habitual nail biting, an untreated paronychial infection crossed the eponychium to the contralateral paronychial fold, coursed anteriorly into the pulp tissue, and decompressed into the periosteum and distal tuft, causing osteomyelitis and necrosis [5].
Investigations¶
- In chronic paronychia, C. albicans involvement was found in the outer epidermis with mycelium, but no involvement of the dermis was observed [1].
- A careful physical examination is essential to direct care and future testing, as diagnostic tests such as imaging and serum laboratory studies can be expensive, time-consuming, and often nonspecific [27].
Treatment¶
Operative¶
- In recalcitrant cases of chronic paronychia, surgical treatment may include en bloc excision of the proximal nail fold [2].
- In recalcitrant cases of chronic paronychia, surgical treatment may include eponychial marsupialization [2].
- Surgical treatment for recalcitrant chronic paronychia may be performed with or without nail plate removal [2].
- The eponychial folding flap demonstrated statistically superior outcomes in terms of apparent nail-plate exposure compared to rectangle recession after fingertip amputation [15].
- The mean difference in apparent nail-plate exposure between the eponychial folding flap and rectangle recession was 0.61 mm (95% CI, 0.35—0.87 mm; P < .001) [15].
- The eponychial folding flap demonstrated statistically superior aesthetic satisfaction compared to rectangle recession after fingertip amputation [15].
- The eponychial folding flap demonstrated statistically superior postoperative pain outcomes compared to rectangle recession after fingertip amputation [15].
- The application of the eponychial flap allowed a nail lengthening ranging from 28.5 to 80% of the exposed nail body [9].
Non-Operative¶
- In chronic paronychia, C. albicans involvement is present in the outer epidermis with mycelium [1].
- In chronic paronychia, C. albicans involvement does not extend to the dermis [1].
- The nail should be retained whenever possible because it can be used as a splint and simultaneous waterproof dressing in many finger tip injuries [12].
- Retaining the nail eliminates most of the pain attributable to exposure of the nail bed in many cases [12].
Complications¶
- In recalcitrant cases of chronic paronychia, surgical treatment may include en bloc excision of the proximal nail fold or an eponychial marsupialization, with or without nail plate removal [2].
Recovery¶
- The eponychial folding flap demonstrated statistically superior outcomes in terms of apparent nail-plate exposure compared to rectangle recession, with a mean difference of 0.61 mm (95% CI, 0.35—0.87 mm; P < .001) [15].
- The eponychial folding flap demonstrated statistically superior outcomes in terms of aesthetic satisfaction compared to rectangle recession [15].
- The eponychial folding flap demonstrated statistically superior outcomes in terms of postoperative pain compared to rectangle recession [15].
Key Evidence¶
- [L4] Each lesion studied had C. albicans involvement with mycelium in the outer epidermis but no involvement of the dermis. [1] (10.1001/archderm.1962.01590090066015)
- [L4] In recalcitrant cases, surgical treatment may be resorted to, which includes en bloc excision of the proximal nail fold or an eponychial marsupialization, with or without nail plate removal. [2] (10.4103/0019-5154.123482)
- [L4] Candida albicans was recovered in about 15% of the cases. [3] (10.1016/0266-7681(93)90063-l)
- [L5] This patient with habitual nail biting developed a paronychial infection, which untreated, crossed the eponychium to the contralateral paronychial fold, coursed anteriorly into the pulp tissue, and finally decompressed into the periosteum and distal tuft, causing osteomyelitis and necrosis. [5] (10.1016/s0363-5023(05)80062-0)
- [L4] The application of the eponychial flap allowed a nail lengthening ranging from 28.5 to 80% of the exposed nail body. [9] (10.1016/s0363-5023(03)80451-3)
- [L5] The nail should be retained whenever possible because it can be used as a splint and simultaneous waterproof dressing in many finger tip injuries, and in many cases eliminates most of the pain attributable to exposure of the nail bed. [12] (10.1016/s0266-7681(84)80030-3)
- [L4] The eponychial folding flap demonstrated statistically superior outcomes in terms of apparent nail-plate exposure (mean difference 0.61 mm; 95% CI, 0.35—0.87 mm; P < .001), aesthetic satisfaction, and postoperative pain, without compromising scar quality or functional recovery. [15] (10.1016/j.jhsg.2026.101101)
References¶
[1] Chronic Paronychia. Archives of Dermatology. 1962. DOI: 10.1001/archderm.1962.01590090066015
[2] Management of chronic paronychia. Indian Journal of Dermatology. 2014. DOI: 10.4103/0019-5154.123482
[3] Paronychia: a Mixed Infection. Journal of Hand Surgery. 1993. DOI: 10.1016/0266-7681(93)90063-l
[5] Eikenella osteomyelitis in a chronic nail biter: A case report. The Journal of Hand Surgery. 1995. DOI: 10.1016/s0363-5023(05)80062-0
[9] The eponychial flap: A new technique to restore the length of a short nail. The Journal of Hand Surgery. 2003. DOI: 10.1016/s0363-5023(03)80451-3
[12] The Best Dressing for a Nail Bed is the Nail Itself. Journal of Hand Surgery. 1984. DOI: 10.1016/s0266-7681(84)80030-3
[15] Comparative Outcomes of Rectangle Recession Versus Eponychial Folding Flaps for Nail-Plate Length After Fingertip Amputation. Journal of Hand Surgery Global Online. 2026. DOI: 10.1016/j.jhsg.2026.101101
[27] Orthopaedic Knowledge Update 13 Ebook Without Multimedia. Anatomy, Evaluation, Clinical Examination, and Imaging > Evaluation and Clinical Examination: Current Concepts.